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quarta-feira, 1 de junho de 2016

Caos

Jogos Teatrais I

Vila Velha- ES em 01 de Junho de 2016

O caos pode ser definido como um sistema complexo (no qual tudo está tecido junto)- qualitativo e não linear- caracterizado pela (aparente) imprevisibilidade de comportamento e pela grande sensibilidade à pequenas variações nas condições iniciais de um sistema dinâmico.
                                                                                                                          José Júlio Martins Torres

Assimilação do caos
Fiquei procurando um modo de explicar o que eu estava sentindo nessa aula, e após muito tempo me veio em mente a teoria do caos, a teoria do caos é minha assimilação frente minha vida. Estamos sujeitos a variações que advém de uma linha imaginária tênue chamada escolha, essa linha representa o tecido junto. Aquilo que não importa o quanto tente mudar pois tenderá a sofrer infinitas mudanças e eu terei apenas de aceitar. Nesse caso, aceitar minha vida, aceitar que de repente tudo pode ter chegado ao seu fim. Eu perdi meu emprego há algum tempo e devido à crise não tenho conseguido me fixar num com a carteira assinada. Então me encontro assim, solta, indefesa e praticamente incapaz. Meu auxílio tem sido meu marido, que há um mês também foi dispensado de seu emprego para que fosse cortados os gastos da empresa. Essa é a realidade do Brasil, uma triste e decepcionante realidade sobre uma nação que possuía toda a capacidade de crescer, mas se deixou afundar em corrupção e politicalha. E o que posso fazer? Eu não tenho família em Vila Velha- ES, eu não tenho a quem recorrer que não seja meu marido, mas... nessa situação ele também está como eu e talvez até pior. Pois seu comprometimento em me ajudar a realizar meus sonhos é imenso. Geralmente quando tudo complica eu procuro pensar positivo e ver tudo num outro ângulo, buscando soluções, alternativas,... Mas, quando o assunto é dinheiro, se não tem dinheiro e muito menos família para acolher, a única alternativa plausível é ter pelo menos o dinheiro para voltar para casa. 


Não vou mentir, quem já passou por algo assim deve saber o que estou sentindo, não consegui parar de chorar desde que sentei e vi que a chance de voltar aumentou para 90%. O Marcelo chegou comigo e disse- Amor como vai ser? Sabe que é só esse mês, cada um volta para a casa de seus pais e teremos de recomeçar. Eu imediatamente dei um grito angustiante- NÃO! Eu vou encontrar um modo, eu não posso voltar, não quero voltar, tudo o que tenho está aqui,... não quero voltar...
Sabe, quando essas coisas acontecem a gente fica sem vontade de ver a aula, de ver qualquer pessoa,... mas eu me segurei e fui assistir do mesmo jeito. Mas, dessa vez não consegui mais ficar no personagem. O Pit me abandonou,.. na verdade acho que ele ficou decepcionado comigo por eu ter agido assim, como uma tola. Mas, eu tirei a aula apenas para observar, ver todas aquelas pessoas lindas, colegas, amigos, deusa dos dreads e fiquei pensando- isso realmente está acontecendo?.. É, está... Depois de correr tanto Sami, você pode simplesmente ter que voltar sem nada, com a cabeça baixa, deitar no colo da mãe e pedir que ela lhe dê algum conforto por sua perda... Como é a Sami fora desse curso? O que será de mim? O que poderei fazer? 
Eu só soube observar e pensar e pensar,...
Os grupos foram se apresentando. Rejane elaborou um roteiro para a Brenda que estava aos poucos se adaptando à sua função como Apresentadora. Ângelo decidiu que participaria dos improvisos e não da animação. Alguns colegas perguntavam, cadê o Pit e tudo o que eu sabia fazer era olhar e sorrir. Eu queria achar alguma solução. Lembrei da mensagem que meu pai biológico enviou mais cedo, ele disse que eu tinha nascido uma lutadora e que ele acreditava muito em mim. O meu pai e eu nunca tivemos um bom relacionamento devido as suas bebedeiras. Mas depois de todos os problemas eu tentei reatar o laço com ele porque querendo ou não meu coração é muito fraco para situações como essa. E, para finalizar ele me mandou uma mensagem informando que foi dispensado e assim não conseguiu o tempo certo para ter sua aposentadoria. Eu simplesmente fiquei sem coragem de lhe dizer que estava a ponto de ir pra casa,.. eu não consegui  porque ele sempre envia mensagens me desejando força, ele sempre me lembra o que represento na vida dele. Então está sendo atormentador esse momento. Eu sei que serei bem vinda em minha casa,... sei que eles me consolarão,.. mas não é isso que eu quero. Eu quero ficar e quero conseguir alcançar meus objetivos, quero fazer o que amo fazer.  
Nessa aula eu não fui para aprender, eu fui para escapar do medo, dos meus pesadelos.
A minha mãe dizia que eu teria de arcar com meus atos sempre antes de eu sair de casa, independente de onde fosse, ela e meu pai de criação depositavam sua confiança imensa em mim. Sobre essa confiança... eu não me lembro de ter voltado para casa chorando. 
Depois da aula fui à casa de Vitor para verificar a edição que nunca saiu,.. e chegando lá eu pude entender o porquê. Problemas ocorrem nos grupos, isso é normal, se eu ficar, tenho pelo menos que encontrar um modo de melhorar esse caos. Não o culpo quando não foi apenas ele o culpado. Como grupo faltou mais comprometimento, parceria e responsabilidade.


Eu quero dizer

Agora o oposto do que eu disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Sobre o que é o amor
Sobre o que eu nem sei quem sou
Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator
É chato chegar
A um objetivo num instante
Eu quero viver
Nessa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Raul Seixas



Referências

TÔRRES, José Júlio Martins. Teoria do Caos.

Att.: Sami Cassiano

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Explosão ou não?

Jogos Teatrais I

Vila Velha- ES em 25 de Maio de 2016

Após o teste em sala, pois o anfiteatro não se encontrava disponível, finalmente fizemos em palco. Lá estava eu novamente sendo o belíssimo Pit acompanhado de seus companheiros de guerra, ângelo, João e Thais. Rejane pediu que iniciássemos a apresentação. João tomou o microfone para si como alguém se apega ao ultimo fio de vida. E começou a apresentação. Mas, quando pensamos que ia rolar mesmo. E deusa dos dreads pediu para parar porque não estava ficando bom. E quando vejo aquele olhar já dá para saber que não adianta chorar. Eu cheguei a falar algo, mas apagou no espaço, então ela disse: Não. não dá. Precisamos de alguém para controlar a bagunça, e nomes foram surgindo até chegar em Brenda Vamos às perguntas agora:
Samires, você gostaria de apresentar?- Sim
Você achou chato o que Reja fez?- Em parte sim, mas depois percebi que se ela não fizesse isso aqueles meninos iam virar animais lutando pelo microfone e ficaria completamente desorganizado.
O que você achou da escolha de Brenda?- Acho que não havia alguém melhor, porque ela tem presença em palco, já tem costume com o microfone e tem a voz linda.
O que você achou da determinação de João Camilo para conseguir seu lugar de volta?- Achei desnecessária, primeiro porque quando Reja está criando não adianta ficar falando. Segundo porque ela estava certa mesmo e pronto, mesmo não gostando admito pelo bem da nação!(risos)
O que digo a respeito desse acontecimento é que precisamos acreditar e respeitar mais nossa diretora.Querendo ou não conseguimos manter uma organização depois da alteração. Os grupos apresentaram Matheus como sempre nos faz rir muito. O jogo do grupo dele foi muito bom, eles falavam palavras que eram completadas uns pelos outros. Kelly e Isabela disputavam num teste de moda quem era melhor entre as duas,


Os outros não ficaram gravados em mente. Mas a questão toda desse dia foi a decepção, ângelo chegou comigo e disse que não estava muito à vontade na animação e que iria conversar com Reja para ficar no improviso, enquanto eu já havia até comentado o mesmo fato antes do acontecimento. Mas disse que faria por ser algo que ela tinha visualizado,... Eu acredito que da minha parte, há muitos fatores externos me influenciando e talvez por isso não esteja conseguido alcançar esse meio entre a o enquadramento e a vulnerabilidade. Há algo que venho percebendo durante essas aulas, alguns dos improvisos me fazem lembrar um pouco do teatro do absurdo, como por exemplo, o grupo de Matheus que se referia sempre há um objeto que todos queriam comprar, o que me fez lembrar da peça de Ionesco- A Cantora Careca, 1950. O momento em que começam a discutir sobre a família Bob lembra a discussão em torno do objeto que querem. na aula passada, por exemplo, consigo fazer uma certa analogia entre os atos e palavras de Allan que geravam uma certa agonia e comicidade paralelamente. Infelizmente não tenho o vídeo da apresentação de Matheus, mas deixarei aqui em baixo uma parte referente A Cantora Careca e A lição para assimilarmos melhor a analogia.


Acontece como na aula explicada por Rejane, 
no teatro do absurdo vemos procedimentos como Situações banais, frases feitas, gestual cômico, jogo de palavras, construções verbais sem sentido, gestual mecênico repetido incessantemente, ações sem motivação aparente. Como por exemplo Ananda repetindo sempre a palavra- Vai para a igreja. Ou isabela que por vezes parecia perdida em suas próprias palavras,.. acho que há um pouco do absurdo nos improvisos.

Att.: Sami Cassiano

Referências

ARRUDA, Rejane. Teatro do Absurdo, aula de História do Teatro.


terça-feira, 24 de maio de 2016

Não dá para colocar no armário?

Jogos Teatrais I

Vila Velha- ES em 24 de Maio de 2016

Depois de nossa caracterização na UVV, Rejane disse que teve uma ideia e pediu para que fôssemos caracterizados de Inês Plazil (João Camilo), Conchita (Ângelo Vitor), Camburizinha (Thais Furtado), Pit Bicha (Sami Cassiano), sem sabermos sobre o que realmente seria feito à respeito disso, fomos e nos caracterizamos. Ao chegar lá, ela informou sobre testarmos em paralelo com os improvisos uma animação. então começamos.
O primeiro grupo a apresentar foi o de Diogo, que apresentou um tipo de programa de culinária em que o apresentador tinha de descobrir qual o prato que estava envenenado. Eu achei muito criativa a ideia do grupo porque ele souberam criar regras que os levava a utilizar o espaço, Allan parecia falar um idioma parecido com Turco, Isabela parecia ter sofrer de hiperatividade, Sancler parecia ser um dinossauro ( não sei bem pois ele já tem uma imagem muito marcada de monstro), Ju falava engraçado, parecia um sotaque de algum interior.
E então nós partimos para a ação, fizemos algumas brincadeiras de improviso, brincamos com a galera. Porém, Reja nos deu a dica de que não estaremos animando para os colegas e sim para a plateia. Ou seja, precisamos encontrar dispositivos de animação que auxiliem nessa  brincadeira. A Thais sugeriu piadas e Ângelo sugeriu brincadeiras entre os próprios personagens. Há algo que percebi, um conflito entre o grupo sobre quem fazia o que e em que momento entrar, então Rejane nos aconselhou entrarmos um de cada vez ou em dupla para que não houvesse disputa entre os animadores. 
A apresentação de João foi muito engraçada e posso dizer que ele finalmente dilatou pra valer:





O grupo de Kelly surgiu com um improviso diferente, eu não sei ao certo as regras utilizadas, lembro que em algum momento eles puxaram alguns dos alunos para dançar, mas não sei a palavra ou ação chave que desencadeava o jogo. Porém o que me chamou atenção realmente foi o fato de surgido algo diferente. Pela primeira vez alguém encarou o improviso com o drama. Eu achei lindo porque por vezes vemos o improviso como o que leva à comicidade, mas dessa vez, apesar de não terem esquecido de cômico, houve mais a tragédia. Vi Kelly falando-  A gente coloca no armário? Eu achei incrível. A Kelly costuma dizer que não consegue explodir em palco, mas ela improvisa bem. Dulce nos faz ver algo diferente e isso é muito bom, pois mostra a diversidade de ideias e opiniões.
O Grupo de Matheus foi muto bom também, o homem que estava querendo se matar enquanto era levado pela razão, pelo anjo e pelo diabo. Ficou muito engraçado e creio que se fosse no dia da apresentação as pessoas sentiriam bem essa vibração e quebra de sequências que acabaram trazendo a comicidade. 

Att.; Sami Cassiano

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Encarando a timidez

Jogos Teatrais I

Vila Velha- ES em 18 de Maio de 2016



Representar é metade vergonha, metade glória. Vergonha de se exibir, glória quando você consegue se esquecer de si mesmo. 
                                                                                                                                            John Cielgud

Como mencionado anteriormente, a peça A cadeira de Sente- se quem puder precisou ser reelaborada ao ponto de modificarmos totalmente e deixarmos em jogos de improvisos, levando a grandes polêmicas e medo de muitos alunos que ainda não se sentem confortáveis em jogos. Com o intuito de nos guiar e ajudar frente ao medo, Rejane nos passou um texto de Anne Bogart, em que há um capítulo enfatizando a Timidez e também ficamos de fazer um Brain Storming de situações para que termos alternativas no dia da apresentação. Começo informando que apesar de minhas atitudes de apoio ao improviso, meu coração palpitava loucamente toda vez em que minha vinha a imagem do improviso em palco. Mas Rejane foi avassaladora na escolha do texto, eu pessoalmente já tenho uma admiração muito grande por Anne Bogart, porque iniciei uma leitura sobre o mesmo livro " A Preparação do Diretor" e fiquei maravilhada com os estudos da mesma e seu olhar frente os obstáculos que lhe apareciam.  Anne é uma ótima observadora e pesquisadora. Relembrando vários dos improvisos que fiz com meus amigos e lembrando de minhas frustrações acabei tomando grande parte de meu tempo como reflexão do que eu temo tanto em mim, do que eu temo em palco. A verdade é que sempre gostei de estar num palco, mas antes eu não exatamente atuava e sim dançava, se no teatro devemos memorizar textos, saber lidar com emoções,... Bem, na dança não é diferente, devíamos saber cada lugar a ser preenchido, a distancia exata para que os movimentos e acrobacias dessem certo, devíamos saber lidar com a adrenalina de não errar a coreografia e fazê- la intensamente ou levemente de acordo com o que cada estilo de música pedia, a transição na iluminação e principalmente saber lidar com o erro, no qual todos os participantes estavam propícios. Lembro- me da vez que fui dançar Cam Cam, a nossa professora quis colocar um pouco da arte folclórica acrescentando no figurino a saia florida, mas deixando o vermelho no corpete ressaltar e as camadas na parte interna da saia rodada em tons alternados, sem esquecer logicamente da meia arrastão a sapatilhas pretas. Eu senti um pouco de vergonha no início por ter fazer movimentos que por vezes mostravam partes do meu corpo que não costumava mostrar, mas meu amor pela dança é tão grande que, no momento em que eu entrava no palco eu apenas queria sentir toda aquela sensação, a sensação que só pode sentir quem sobe num palco. Os olhos brilham e você sabe que brilham porque a adrenalina toma conta e praticamente conseguimos enxergar através de nós a luz, o corpo se movimenta e a mente também, porque ela está ali funcionando e lembrando de cada detalhe, de cada posicionamento e há algo que acho mais incrível ainda- O Tempo. O tempo é imparcial e quase um inimigo, falo porque passamos meses ensaiando algo que dura meia hora ou uma hora em palco mas que dura segundos quando estamos fazendo- o. Sabe, é como a sensação térmica, sentimos 4º C quando na verdade a temperatura é de 10ºC. É tudo tão rápido e você quer sentir cada momento... acho que cada apresentação é única. Ao falar da dança, não a coloco acima do teatro, apenas faço analogia as sensações de duas áreas que nos levam a momentos magníficos como esse que descrevi. Eu sempre tive medo de não poder pisar mais num palco. A minha mãe começou a ficar muito preocupada num período com minha saúde e meu curso de Física, isso porque eu havia voltado a dançar e saía correndo da aula para chegar à tempo nos ensaios. Então minha vida estava numa loucura... pensando na preocupação de minha mãe, resolvi que seria melhor me afastar do palco e concluir meu curso para ter no que me garantir financeiramente e decidi participar de um último espetáculo já quase no final de ano. Hoje, pensando nisso, lembro exatamente as sensações de minha despedida. Com as coxias fechadas, fizemos um ultimo e breve ensaio retomando as posições de cada componente e meus amigos voltaram para se arrumar. Eu fiquei no palco... fiquei de cócoras e conversei comigo mesma- Bem, sami, chegou o momento, sinto que essa pode ser a última vez então,.. apenas dê o seu melhor ok? Eu dei o meu melhor. O nosso grupo deu o melhor e fizemos um lindo espetáculo. Bogart menciona um comentário do diretor japonês Tadashi Suzuki sobre a atuação e entrega frente o obstáculo: Não existe a boa ou a má atuação, apenas graus de profundidade do motivo pelo qual o ator está no palco. (p. 121) No meu caso, vi como um momento em que daria início à transição de fase em minha vida. Por vezes me questionei se seria assim mesmo, se eu acabaria fora dessa vida apaixonante e sacrificante? Quando finalizei, muitas pessoas parabenizaram não somente a mim, mas a meus amigos também pela qualidade de nosso trabalho e minha irmã ficou maravilhada, isso porque ela acima de qualquer pessoa não aceitava que eu estava me desligando da dança. Sendo estudante de Artes Cênicas, ainda não possuo experiências na área como atriz, mas vejo em obstáculos como esse que surgiu, a oportunidade de enfrentar e aproveitar o desconhecido. 
Há duas pessoas que gostaria de citar dessa vez, a primeira é Kelly, minha amiga e também aluna do curso. Eu costumo falar para o meu marido que a minha mãe está ligando e então ele já sabe de quem estou falando, isso porque a Kelly me liga de dia, à noite, na hora da aula, quando estou tomando banho,. enfim... já fui até acordada por suas ligações e o mais engraçado nisso tudo, é o fato de que se eu não atender o telefone ela passa o dia reclamando que eu não a atendo. Eu fico morrendo de rir, não levo a mal pois já sei do gênio forte da pessoa e o motivo da ligação. As perguntas de Kelly são: "Amiga, eu fui bem na apresentação?" "Há mais eu não gostei..." "Eu não sei o que falar" ou "Eu não sou boa em jogos". Então eu fico estupefata com isso porque eu vejo nela muito potencial, a voz dela ecoa, ela tem presença em palco e quando não sabe o que falar sai aquela frase especial com risos sem graça que nos faz rir muito. Como pode ela não ser engraçada? A Rejane mencionou o texto de Bogart e quando li eu lembrei não somente de mim, mas principalmente de Kelly e da próxima pessoa na qual irei comentar, que é a Thais Furtado. Por vezes, conversando com Thais me surgiu a seguinte pergunta em mente. Essa pessoa é assim mesmo ou age propositadamente? Como pode alguém falar com tamanha inocência, bem as vezes em momentos errados, obviamente, porém inocentemente. Ela é esse tipo de pessoa, única. A Thaís costuma segurar nossas mãos antes de ir para frente apresentar algum trabalho ou simplesmente fica com o olho a ponto de explodir. Mas, quando ela começa eu sinto muita energia, cenicidade e principalmente criatividade durante seus comentários. Talvez a inocência e o medo dela faça com que a mesma veja situações em ângulos totalmente diferentes dos que a maioria consegue enxergar. Bogart fala que esse desconforto é um mestre.
O bom ator corre o risco de se sentir desconfortável o tempo todo. Não há nada mais emocionante do que ensaiar com um ator que está disposto a pisar em território desconfortável. A insegurança mantém as linhas tensas. Se você tenta evitar sentir- se desconfortável com o que faz, não vai acontecer nada, porque o território permanece seguro e não é exposto. O desconforto gera brilho, realça a personalidade e desfaz a rotina. (BOGART,p. 119) 

A respeito disso, penso que por vezes não nos deixamos entrar nesse clímax. Sair de nossa zona de conforto realmente não é fácil, encarar o medo não é fácil. Esse desconforto que existe na maioria de nós espera ansioso para contagiar a todos no palco. A plateia também sente algo, pode ser que não se descubra exatamente o que é ou pode ser que simplesmente fique perceptível a todos. Como estamos numa caminhada ainda como bebês, cada um ao seu tempo se descobrirá e se deixará explodir frente à junção do desconhecido e da vulnerabilidade. 
Pensando nisso escolhi um vídeo que acho muito bom, o jogo de escuta dos Barbixas lida muito com o desconhecido. O que gera a cenicidade e explosão em palco. 



O fato de ter de interpretar algo que não encontra- se em seu campo de visão é perfeito, pois gera um conflito de continuidade nas cenas, levando à comicidade. 
Ainda durante a aula fizemos o brain storming de situações, nas quais saíram por exemplo ideias como:
- Drag no Skate
- O enfermeiro que tem medo de sangue
- Os sete anões que tentam fazer com que branca de neve acorde, mas na verdade ela gostava da bruxa má;
- Uma pessoa que não sabe libras tenta dar uma informação a um surdo;
- Excussão numa casa mal assombrada;
- Filho tenta contar aos pais gays que é hétero;
- Dois policiais tentam contar à mãe que o filho morreu;
- Irmãos tentam ganhar a herança da mãe que faleceu;
- Rapaz tenta descobrir qual das amigas está grávida;
- Um político com amnésia tenta descobrir o que está acontecendo durante a entrevista que está dando;
Entre outros,..

Referências
BOGART, Anne. A Preparação do Diretor. ed. São Paulo, 2011. 
ARRUDA, Rejane. Arranjo e Enquadramento na Política do "E": Por uma Pedagogia do Teatro Híbrida.  

Att.: Sami Cassiano

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Política do E por OU

Jogos Teatrais I

Vila Velha- ES, em 11 de Maio de 2016

Fatos sobre essa aula.
1. Falta de comprometimento geral;
2.Falta de poética;
3.Entender quando é necessário parar;
4. Confiar no olhar do diretor.



Bem, essa aula não foi das melhores e posso isso escolhi essa cena que é uma de minhas preferidas de HeartStrings, aonde é criado uma expectativa em torno de algo, que no final não dá certo. Acredito que chegamos num ponto em nossa turma que provavelmente uma conversa com todos, para descontrair ou gerar impulsos criativos seria uma ótima opção. Isso porque tenho sentido ultimamente climas diferentes, eu não sei afirmar se isso é totalmente comum ou não, sabe, essa história de quem é melhor ou de que possa haver panelinhas... Pode ser uma tendência do curso e não somente nesse curso mas em quaisquer outros. Nós procedemos no ensaio para a peça "Sente- se quem puder", mas durante os improvisos a Rejane informou que não havia mais explosão como antes. E que precisávamos pensar o quanto antes o que fazer, o que mudar, para salvar a peça. O detalhe é que mesmo mudando, já havíamos feito toda uma preparação e divulgação da peça. Logo, eu imaginei que criaríamos uma alternativa dentro do jogo que segurasse os improvisos e que gerasse novamente a explosão que tanto procuramos. Mas, não foi bem assim que ocorreu. Depois de certos stress decidimos parar a aula, fazer uma grande e discutir o assunto. Cada um foi dando sua opinião e se não me engano, PH sugeriu que fizéssemos os jogos de improvisos no lugar da peça. Praticamente todos foram contra, mas Rejane gostou da ideia. Quanto a mim, não digo que fiquei em cima do muro, apenas imaginei e por que não fazermos os improvisos? A peça ficaria linda com certeza, isso "SE", houvesse mais comprometimento de todos os grupos e me incluo nisso, se houvesse mais ensaios e "ORGANIZAÇÃO". Eu não precisei ser professora para ver na hora o quanto estava faltando de nossa parte, sem poética, sem chegarmos à vulnerabilidade em palco, tirando assim a beleza do improviso. Eu costumo ter um sério defeito, por vezes fico louca de vontade para desenvolver uma ideia, mas quando estou em grupo e sinto que tudo deve ser pelo grupo, eu perco muito desse desejo próprio e priorizo o grupo, priorizo acima de tudo o que possa ficar belo aos olhos de quem realmente tem que ficar, e nesse caso é o público. E, quando vi o olhar de Rejane, entendi... temos que mudar. Então, resolvi falar a favor de PH e contribui informando que poderíamos por exemplo, encontrar sempre um modo de colocar a cadeira em pauta nos improvisos e isso seria uma forma de não abandonar todo o trabalho em cima da divulgação. Mas, essas ideias soaram como o fim do mundo para a turma. Imediatamente, começou a confusão. Pessoas falavam, "eu não vou fazer", "eu não estou preparado" ou "Vai ficar uma merda" e "Só favorecerá aqueles que já são bons no improviso". Eu não me sinto boa no improviso, mas quando vi toda energia negativa, decidi que já passou do tempo de me soltar, de deixar minha voz ecoar,... Há uma Samires que eu sei que existe e estou louca à busca dela, porque se há algo que não costumo aceitar é no "impossível" ou no "não vai dar certo". Então vendo aquilo pensei que não é questão de PH aparecer mais ou Diogo ser excelente, é questão de um pouco mais de experiência e é questão de encontrar no medo as respostas. A questão toda é que a briga não terminou quando a aula acabou, a Rejane precisou conversou durante um longo tempo com todos. E depois de muita discussão, deixaram apenas a voz de Rejane ecoar. Seria realmente essa a hora de sentar para conversar, o que ela pediu para fazermos na próxima não foi improvisar e sim fazer um brainstorming de situações e ler um texto que falava sobre essa TAL TIMIDEZ. Você estar se perguntando por que eu coloquei o tema sendo pelítica do E por OU? Bem, a política do "E" é referente ao artigo de Rejane, cujo tema é Arranjo e Enquadramento na Política do "E": Por uma Pedagogia do Teatro Híbrida, e, o OU que coloquei foi como uma quebra do que seria adicionar e lidar com o problema pelo trocar como solução do problema. Fiz essa controvérsia porque parei para refletir mesmo depois dessa aula. Eu refleti sobre até que ponto deveríamos agregar o E como adição híbrida e o ponto em que teríamos de mudar tudo desde o início. Porque chegamos nesse ponto? Há uma forma de recuperar essa tensão, essa incidência que gera a poética quando junta ao enquadramento? E quanto à mudança? Nesse estágio essa mudança não seria um tudo ou nada? As vezes um obstáculo pode ser a faísca de uma centelha, pode ser o princípio de uma explosão. Acho que nossa turma ainda encontra- se muito limitada à zona de conforto. Eu não sei como é o olhar dos meus amigos quanto à esse curso. Mas o meu é, sim vamos tentar, sim vamos criar, .. eu não costumo falar isso para o meu marido porque ele é maravilhoso, mas esse curso é minha vida. Isso porque percorri e ultrapassei várias barreiras para chegar aqui e ajudar a fazer acontecer. A sensação de fazer arte e de estar num palco é algo do qual posso dizer que se me tirassem, eu poderia adoecer, viver infeliz o resto de minha vida... Então penso que ao invés de criar um problema numa situação como essa, poderíamos gerar soluções, como ninguém gerava situações plausíveis e PH gerou, então ótimo, é realmente uma ótima solução. Vamos brincar com o público, vamos interagir com o público. Isso é lindo! Bogart, em " A Preparação do Diretor", menciona algo muito interessante sobre a participação:

A questão é tentar dizer alguma coisa quando se está num momento de indefinição, mesmo que você não saiba direito o que dizer. Fazer uma observação. Ficar em silêncio, evitar a violência da articulação diminui o risco do fracasso, mas não permite a possibilidade de avanço.
Tem medo demais do futuro
Ou méritos muito miúdos
Quem não ousa jogar duro
Para ganhar ou perder tudo. (p. 55)



Referências

ARRUDA, Rejane. Arranjo e Enquadramento na política do "E": Por Uma Pedagogia do Teatro Híbrida. 2015
BOGART, Anne. A Preparação do Diretor. São Paulo, 2011.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Ausencia e Adaptação

Aula de Jogos Teatrais

Vila Velha - ES em 04 de Maio de 2016

Poucos alunos apareceram, ou pelo menos aqueles que teriam as cenas do inicio da peça. Assim, foi nos aconselhado contar novamente a história em roda, cujo participante iniciava e parava no meio da sílaba de determinada palavra para que o próximo desse continuidade. A diferença referente à espontaneidade e criatividade foram nítidas. Apenas os que chegaram posteriormente no curso não conseguiram completar e seguir a regra como era pedido. 
Depois de muita descontração e risadas, resolvemos dar andamento no ensaio mesmo na ausência de parte do elenco. Acredito que uma das ideias mais engraçadas e criativas foi a da "esteira rolante humana". E, umas das piores, foi a do gorila, por ficar escondida na lateral, não digo isso por ter sido referente ao improviso do meu grupo e sim por sabermos como funciona nosso little monstrinho César. Sem espaço para o movimento cuja regra principal era frente e volta, claro, não sou diretora e também não tinha outra sugestão para aquele momento, resumindo, fizemos como nos foi solicitado. Mas com toda certeza houve sintonia. Ás vezes surgem situações em que todos temos opiniões totalmente diferentes, então acreditar no olhar do diretor principalmente respeitando toda sua trajetória de experiência é algo muito importante.
Abaixo há o vídeo dos barbixas, no qual tomamos para nós a regra de jogo.


Acredito que há algo ainda em desenvolvimento em todos nós, como por exemplo essa cenicidade, essa teatralidade. Se analisarmos não apenas esse vídeo mas também outros voltados para peças, percebemos que a expressão e gestos do ator são fundamentais para explicar o a situação. Percebo nesse vídeo também a utilização dos ruídos que costumamos treinar bastante e que não levamos para o palco, como por exemplo, o ranger da porta, que criou a comicidade, a dilatação fica entre aquele esboço comentado em grupo, parece que ele limita e depois deixar explodir ou expandir o efeito de externalizar não apenas através dos movimentos, mas também das expressões e diversificados sons como ruídos do cotidiano.
Barba, ao tomar como exemplo em suas pesquisas o teatro oriental, fala sobre a dinâmica das oposições  e o uso da incoerência coerente, como umas das linhas de ação que sugerem o trabalho típico do cotidiano, assim, sua economia no comportamento (minimizando) ou excesso (dilatando) acaba nos levando inconscientemente para o extracotidiano. (p. 54)
Na cena acima do programa Quinta Categoria da MTV, conseguimos observar uma nítida diferença nos improvisos de ambos os grupos, Barbixas e Quinta Categoria. Tatá Werneck consegue captar muito rápido as informações cotidianas. O jogo com a rima coloca em pauta o desconforto, no qual Bogart menciona em seu livro a Preparação do Diretor. O desconforto gera a vibração de nossas partículas e a entrega da primeira palavra que vem em mente torna possível o inimaginável, gerando criatividade e tornando possível a brincadeira. O que me retoma por exemplo o que fizemos no início da aula, sobre o jogo de continuidade da história a partir da quebra de sílabas. A desconstrução renova e gera novas possibilidades.

Att.: Sami Cassiano

Referências

BOGART, Anne. A Preparação do Diretor. Ed. São Paulo, 2011.
BARBA, Eugenio/ SAVARESE, Nicolas. A Arte Secreta do Ator. Ed. Hucttec- UNICAMP, 1995

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Explosão!

Aula de Corpo I
Em 27 de Abril de 2016

O Corpo dilatado é um corpo quente, mas não no sentido emocional ou sentimental. Sentimento e emoção são apenas consequência, tanto para o ator como para o expectador. O corpo dilatado é acima de tudo um corpo incandescente, no sentido científico do termo: as partículas que compõem o comportamento cotidiano foram excitadas e produzem mais energia, sofreram um incremento de movimento, separam- se mais, atraem- se e opõem- se com mais força, num espaço mais amplo ou reduzido.( A Arte Secreta do Ator. Barba/ Savarese. p. 54) 

Inicio o relato dessa aula com a citação de Barba/ Savarase a respeito de dilatação. Isso, porque partimos de uma riqueza de procedimentos assim como de improvisos para começar a estruturar a peça Sente- se quem puder. Durante as primeiras apresentações, estavam em palco os personagens Alberto e Clarice, cuja regra de jogo transparecia no decorrer das falas, como por exemplo as combinações de músicas que completavam suas frases, posso dizer que sabemos quando há também uma ótima química entre a dupla.
Bastidores: no centro, de vestido, podemos ver o Ator que interpreta Clarice
(Diogo).

A dupla Clarice e Alberto em completa sintonia.
Um ponto interessante que começamos a desenvolver foi o objeto humano, num estilo mais simbolista, a figura humana organizada junto ao cenário tornava- se parte de um todo, torna- se parte daquele ambiente. Logo, conseguíamos visualizar guarda- roupas, cama, sofá, pinturas famosas em tela e esculturas que, quando unidos ao ambiente nos respondia com tamanha beleza: Veja! Sou a contribuição de um todo, sou um objeto, sou uma forma, tomei forma!
Isabela e Samires, em diagonal direita, formam o guarda- roupa.

João, lateral direita, forma o Cabide perto da porta.

No meio, Lucas é o tapete de Urso, atrás João Bisi é
Vaso de Cerâmica. Nas coxias, os atores interpretam
os vizinhos curiosos.
O que acrescento como aluna e observadora é o fato de termos em palco pessoas experientes e pessoas inexperientes, que, ao tomarem forma, não conseguiam obter uma concentração forte o suficiente para segurar até o final da cena aquele objeto. Tomo a mim mesma como exemplo, apesar de não ter essa imagem na foto, quando tomei a forma da estátua Discóbolo de Miron. (c.450 a.c.)
Discóbolo de Miron (c.450 a.c.)
Meu comprometimento de estudo da imagem foi terrível, pois troquei a posição das pernas e não conseguia lembrar de forma alguma em que posição ficava o braço direito. O que deixou meu corpo instável e insustentável. Lembro de escutar a professora relembrando Sustenta o Corpo! Escolheu agora tem que sustentar!
Outra situação que não pude deixar de perceber é o fato de saber que agora, mesmo com muita ou pouquíssima experiência, não sou e nem posso mais agir como uma mera estudante aspirante e tampouco quero ser alguém que faça atos que prejudiquem  ao grupo, o que quero dizer com isso é que vi a grande empolgação de todos (me incluo em muitos momentos), mas que mesmo a empolgação na hora da criação e transição de uma cena para outra, poderia ter ocorrido com um pouco mais de comprometimento, como por exemplo evitar várias conversas paralelas enquanto a professora mencionava constantemente as mesmas palavras. Cheguei a pedir à uma colega que respeitasse um pouco evitando falar enquanto a professora instruía, recebendo em contrapartida palavras grosseiras. Não direi nome de ninguém. Gosto imensamente de minha turma e sei que somos demasiadamente falantes e empolgados, contudo, claro, como não ser quando somos atores. Mas, como atores e futuros docentes, em algum momento estaremos numa situação como essa, é apenas um caso a se pensar, que no decorrer do tempo teremos de aprender um pouco mais sobre sermos profissionais.

A Explosão em cena

Novamente estou eu aqui, a falar de meu querido amigo San, meu companheiro de paixões por desenhos, pelo Japão e tantas outras coisas. Algo a mais que me serviu como aprendizagem hoje é que estamos suscetíveis a qualquer coisa, enfatizo, " qualquer coisa". Durante uma das cenas, agradeço por ter sido a final, a Rejane simplesmente falou, San, esse é o seu momento. E, como ele adora, começou os giros, gritos de monstro, pulando, haviam muitas pessoas ao redor. Paro e volto. Mais cedo no trabalho, estava me sentindo mal, com muita dor de cabeça, então meu marido pediu que eu ficasse em casa, mas isso é quase impossível porque não gosto de forma alguma de faltar aulas, logo, resolvi ir. Provavelmente durante esse horário o meu amigo San estaria entrando na van para seguir à Universidade. Depois de algum tempo eu cheguei, e, ele, logo em seguida. O ensaio continuou e ele esqueceu de tirar o tênis. Durante esse momento eu estava tranquila e sorridente pensando na próxima cena. Ele teve a primeira explosão e eu fiquei com receio vendo todos se jogando no chão. Rejane falava, alguns prestavam atenção, outros riam, outros brincavam, outros estavam no mundo da lua. E voltamos para a explosão. Paro novamente. Se eu tivesse voltado para casa, teria descansado um pouco, mandado a mensagem à professora pedindo minhas desculpas por não ter ido à sua aula. depois procuraria desenvolver uma das postagens no blog, enquanto o San estaria na van seguindo para a Universidade e estaria atento ou não ao fato de que seria melhor tirar o seu tênis durante o ensaio, e de repente quando Rejane dissesse- " é seu momento". Ele teria feito sua maravilhosa explosão como o de costume sempre nos trazendo alegrias, provavelmente eu teria assistido ao possível vídeo que alguém resolveria fazer desse ensaio, rindo sempre das performances dele. Mas, ocorreu o contrário, quando a frase é o seu momento se firmou, percebi não estava em casa, senti apenas uma estranha sensação, uma leve dor que aumentaria assim que meu corpo começasse a esfriar. O San estava de costas para mim quando deu um grande pulo, e, eu estava de lado tentando não cair do empurrão que levei de um dos colegas, quando o pé dele, calçado com seu All Star concentrou todo o impacto que poderia em seu calcanhar, para conseguir equilíbrio, ainda com as penas flexionadas na mesma posição que um jogador de Vôlei cai depois de sacar uma bola. Bem, eu fui andando devagar para o banheiro, tentei lavar o dedo que já estava num roxo quase um vinho tinto, uma mistura bela. Meu corpo começou a esfriar e senti uma dor inevitável, consegui uma carona com meu amigo. O vento forte ia de encontro com a moto enquanto sua frieza penetrava as laterais de minha unha ensanguentada. Mas, sobrevivi. Quis enfatizar a dor, porque nunca na minha vida tinha espocado meu dedo numa situação tão absolutamente boba. O resultado é que estou perdendo minha unha, que encontra- se com o sangue coagulado na derme. Ela só crescerá depois que a parte morta sair completamente, então todos já sabemos, que não importa o trabalho, sempre há situações inusitadas, até onde soube, atores esperam morrer no palco, então porque não perder a unha ou quase um dedo.
Tirando isso, a aula foi maravilhosa!

Att.: Sami Cassiano


quinta-feira, 14 de abril de 2016

Continuidade Elaborações para Abertura de Processo

14 de Abril de 2016


Bem, de fato nessa aula seria feita a nossa avaliação. Mas, a pedido da maioria, a avaliação foi reagendada para o dia 20 de Abril. Demos procedimentos na criação do roteiro para a apresentação dos jogos de improviso. Dessa vez conseguimos organizar melhor as ideias e a professora Rejane pediu o roteiro dos improvisos de cada grupo para a próxima aula. 

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Criatividade na Grande Roda!

Jogos Teatrais

06 de Abril de 2016

Objetivos:


  • Proposições de narratividade entre os quadros/ cenas para o nosso Brainstorming;



Bem, apesar dos dois objetivos, conseguimos realizar apenas o primeiro, que é referente à semana para abertura de processos. Durante a aula fizemos uma grande roda e começamos o Brainstorming, onde cada um falava suas ideias a respeito de como proceder a nossa história adaptada das improvisações em jogos teatrais. Foi incrível, um emaranhado de ideias, cada uma mais louca que a outra, que foram organizadas posteriormente por (R), veremos que ficará na próxima aula.


Tempestade de Ideias!



  • Escolher um elemento de estranhamento para o improviso;



  • Eu realmente gostaria que essa aula acontecesse, mas não deu tempo.... Fiquei pensando nisso o dia inteiro porque adoro o estranhamento, adoro o drama, adoro o que assusta, em síntese, vejam Tim Burton, Frank Miller, Quentin Tarantino, Brian Hugh Warner (Marilyn Manson), Johnny Depp, Heath Ledger e Helena Bonham Carter,... pronto. (risos)

    Essas grandes personalidades são parte de minha grande inspiração e amor pelo cinema, claro que há outros incríveis e excelentes diretores e cantores, mas aqui estamos enfatizando o estranhamento, e eles são perfeitos nisso. Antes, gostaria de informar, vi figuras incríveis, porém mais circenses. São maravilhosas! Mas a minha imaginação fluiu mais para o lado da comédia com um toque do terror.
    Apesar de não termos concretizado nada ainda sobre essa aula, farei uma explicação sobre as personalidades em que me espelhei.
    • Tim Burton;


    Diretor Tim Burton.
    Tudo referente ao Tim deixa- me num êxtase. Dentre seus grandes sucessos estão Alice no País das Maravilhas, A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça, Edward Mãos- de- Tesoura, A Noiva Cadáver, entre outros também sensacionais... Quando criança, assisti ao Edward e fiquei apaixonada pelo personagem, na minha concepção ele era alguém que sofria, seu olhar parecia tão doce... Hoje, vejo que grande parte do que esse personagem passou, além é claro de ter sido interpretado por ninguém mais que Johnny Depp, foi devido às características próprias do estilo de Tim. Segundo ponto, Alice no País das Maravilhas, também com Johnny, vimos não somente o lado sombrio do personagem, mas também o circense, você percebe um pouco do absurdo no chapeleiro maluco e na rainha de copas. Afinal de contas, é uma maravilhoso mundo absurdo! Terceira e inspiradora animação A Noiva Cadáver, nesse desenho temos quase uma poesia gótica e melancólica, com um ar cômico e igualmente estranho. Minha maior inspiração teve como base essa animação.
    • Frank Miller;


    Robert Rodriguez and Frank Miller
    Autor e desenhista, mas voltado para a DC Comics. Autor do Filme Sin City- A Cidade do Pecado, The Dark Knight Returns, redefiniu papeis como o de Coringa, Duas Caras e o Demolidor nos anos 80. A pergunta é por que escolhi Frank Miller? Primeiro, apesar de preferir acima de tudo Stan Lee num quesito geral, adoro Sin City, em seu estilo com auto- contraste remetendo- nos há um mundo sombrio e cheio de pecado, bem como a referência do filme. O desenho faz parte da minha vida, aos quatro anos já ficava observando os objetos, as pessoas e tentava fazer o desenho o mais próximo possível das imagens reais. Então tudo o que me remete essa arte, principalmente voltado para o abstrato e estranho, causa- me uma ótima impressão. 


    • Quentin Tarantino;

    Quentin Tarantino
    Se você gosta de violência e sangue. Basta assistir aos filmes de Tarantino. Destaco Kill Bill, Bastardos Inglórios, e Django Livre. Por que Tarantino? Porque a imagem do sangue geralmente nos amedronta. Há uma essência em seus filmes que torna os personagens especiais, como por exemplo o personagem lunático e cômico de Christoph Waltz em Bastardos Inglórios e Daryl Hannah em Kill Bill. 


    Daryl Hannah em personagem Elle Driver




    • Brian Hugh Warner ( Marilyn Manson);
    Brian Hugh Warner

    Você poderia dizer:- Ok, realmente o Marilyn ganhou no que diz respeito a causar estranhamento. Mas, acredite ou não, para quem conhece esse carinha aí, sabe que ele é muito mais do que um personagem louco. Além de cantar, Marilyn também é escritor, fotógrafo, pintor e ator, participa na produção de curtas metragens.

    Elizabeth Short as Snow White (A smile II)

    A pintura acima é referente ao assassinato de Elizabeth Short, uma atriz estadunidense que foi morta em 1947, por razões e assassino desconhecidos, seu corpo foi encontrado esquartejado e mutilado num terreno baldio, o crime ficou assim, eternizado por sua brutalidade. Sendo inclusive, parte de uma das cenas de American Horror History, uma série americana. 
    • Johnny Depp;
    As mil faces de Johnny Depp
    As vários personagens de Johnny Depp
    Certo. Chegamos no momento mais esperado. Esse ator incrível que com toda certeza do mundo serve de inspiração para muitos jovens que iniciam sua carreira na atuação. Johnny Deep, o eterno bad boy, que mesmo na revolta nunca foi de faltas os ensaios dos filmes. Esse ator, ao se juntar com Tim Burton, gera o mundo maravilhoso que temos a oportunidade de ver em cada filme. Consigo ver nele uma metamorfose, seja na voz, no biotipo, no gênero, nas características, há sempre algo novo em seus personagens. Há sempre uma melancolia, algo cômico e por vezes misterioso. Claro que, ao falar sobre o trabalho dele e Tim juntos, preciso mencionar Helena Bonham Carter. Linda, excêntrica, esplendida e ex- mulher de Tim Burton. Destaco também, "A Noiva Cadáver" e "Alice no País das Maravilhas"

    Papeis de Helena Bonham Carter e Johnny Depp

    • Heath Ledger;

    Heath Ledger (Jocker) em Batman - O Cavaleiro das Trevas
    Um ator mergulhado em seu personagem, a ponto de ser tomado por ele. Heath será lembrado como nosso eterno coringa, pois mostrou todo o lado insano do personagem, um filosófico lunático. Com suas ideias absurdas e até com sentido sobre o CAOS. Eis um personagem estranho e impactante.

    Agora, voltemo- nos para o último e que, com toda certeza merece ser lembrado.

    "Hoje é Dia de Maria": Umas das mais belas produções brasileiras que vi até hoje. Nessa série conseguimos visualizar mais a teatralização, e o personagem em seus vários aspectos, principalmente quando entra em cena Asmodeu, sempre com suas facetas e máscaras diferentes, nos remete bem a imagem do estranho circense.

    obs: A palavra circense é uma expressão inspiradora que me remete às características próprias do circo, incluindo maquiagem e caracterização.




    Espero que tenham gostado da pesquisa e que, se a mesma estiver seguindo o caminho esperado por (R), que possa lhes auxiliar bastante.

    Att.: Sami Cassiano


    Obs: Se tiver a aula referente ao elemento estranho, com certeza colocarei aqui para termos a ideia do processo.

    Abraços!!












    quarta-feira, 23 de março de 2016

    Entrevista num zoológico

    Aula de Jogos

    23 de Março de 2016

    Roda de discussão sobre as apresentações


    A aula de Jogos foi administrada dessa vez no Centro de Vivência, o espaço aberto dentro da Universidade. As aulas de Jogos Teatrais têm sido parte de meus maiores desafios a cada dia. Mas, nessa noite algo diferente ocorreu. Eu cheguei com a turma mais desinibida, procurando sempre meios de relaxar. A professora iniciou a aula dizendo: - procurem formar grupos diferentes dessa vez. E imediatamente olhei para meus amigos. - Poxa!
    Ainda assim acabei formando a equipe com (I), (S) e (B). O que resultou num ótimo trabalho!
    Situação:
    Uma repórter vai ao Zoológico para falar sobre o Gorila César, a entrevista é feita com a tratadora chinesa Sra Tavacoa Kararocha. Porém o animal se solta e gera um caos durante a filmagem.

    Regras: 
    Frente e Volta:- um participante aleatória vai falar em algum momento volta ou frente. Toda vez que falar volta, teremos de voltar a cena fazendo os mesmos gestos e repetindo a frase do diálogo. Frente, procedemos no diálogo.
    Sorteia papéis com palavras aleatórias e a que sair será dita na entrevista;
    A chinesa troca o R pelo L;
    O repórter é manco; 
    Segue o vídeo de nossa apresentação:



    Claro que não podemos deixar de mencionar sobre a minha voz ainda não ter saído alta como eu gostaria que saísse. Esquecemos bem  menos das regras. O que foi maravilhoso. Nosso querido (S) ainda precisa encontrar o limite do personagem, mas não o largo. Já disse! Com suas entradas e saídas nesse mundo paralelo, por vezes ele salva o grupo. É sua característica própria. Como disse nosso querido Renato Russo:- Temos nosso próprio tempo.
    Resumindo, as regras foram ótimas e houve um grande progresso nessa apresentação. Eu e (I) falamos que conseguimos recuperar uma parte de nossa dignidade novamente. 
    Um de meus progressos foi conseguir falar na roda sobre a apresentação do grupo. Pois, nas apresentações anteriores eu me senti tão ruim que me fiz de invisível. E, claramente, nos sentimos invisíveis, quando se quer recebemos um comentário de foi ruim ou melhore mais na próxima vez. Não sei como explicar isso, se é uma síndrome do ator, o medo de se tornar invisível, mas sei que parecer um pouco de nada já é o suficiente para imensos martírios. Um dos grupos que mais gostei foi o de (D), pois ficou incrível a ideia de escolher pessoas para serem os objetos. E, o grupo que ficava mudo no meio da discussão foi muito interessante. Acredito que se abordarmos essas ideias numa outra sequência, teremos um grande espetáculo de improvisos. 

    Att.: Sami Cassiano

    quarta-feira, 16 de março de 2016

    Jogos Teatrais: Um manicômio esquecido

    16 de Março de 2016

    Aula de Jogos Teatrais

    Depois de muito diálogo, já advindo da aula anterior, tentei pensar em relaxar, formei um grupo com (S), (I) e (T).
    A Regras eram:

    • Alturas diferentes: Durante o improviso devíamos manter sempre alturas diferentes, toda vez que alguém ficasse na mesma altura do outro, o que visse devia falar alto, para que assim pudesse nos lembrar de que alguém estava fora do contexto, nos levando a procurar novas posições para não ficar com o corpo no mesmo nível;
    • Sem um membro: Cada um tinha a ausência de um membro do corpo, assim eu não enxergava, (I) não tinha um braço, (T) era surda e (S) não tinha a cabeça. Toda vez que um de nós se descontrolasse e gritasse, tínhamos de trocar uns com os outros; 
    • Encontro de Bumbuns: Toda vez que alguém dissesse uma palavra em inglês, todos tinham de correr até o cego fazer um encontro de bumbuns;
    Situação: Éramos loucos que achavam que estavam curados e estávamos fugindo de um hospício.
    A nossa equipe estava super empolgada, todos falavam: Nossa! vai ser incrível! Que ideia legal!
    Até que o grupo de (D) entrou em palco e apresentou a cena de um hospício. Desse momento em diante o que surgiu nos rostos de minha equipe era:- e agora? Temos que mudar? Vamos mudar! A apresentação deles é igual à nossa!
    Esses questionamentos geraram um conflito interno, remetendo- nos a tudo o que eu estava tentando esquecer referente à apresentação passada. Então eu respirei fundo e disse:- Calma gente, e daí que eles escolheram hospício, nossas regras são diferentes, a situação também, com certeza será um ótimo motivo para a professora conversar depois.
    Decidimos seguir ao palco e quando eu pensei:- enfim, é agora! Todos da equipe pararam já em frente ao público e começaram a falar:- eu faço isso? é hospício mesmo ou vamos fazer num hospital?. Eu fiquei louca por dentro, queria dizer: - não tenham medo, vamos arriscar... Mas, por fora saiu- é hospício, vamos!!!
    Começamos já numa zorra, em meu pensamento, eu poderia tentar sentar e sei lá, imaginei que alguém teria a brilhante ideia de tirar a cadeira na hora, mas sentei rápido e ninguém apareceu.. fiquei pensando, preciso fazer alguma coisa, aí gritei para trocarmos os membros, e disse de imediato- cadê minha cabeça?
    Como Thais estava no chão pensei rapidamente e já agindo, cheguei perto dela como alguém sentindo uma cabeça e comecei a puxa- la.
    - Está aqui, encontrei, é minha cabeça!! Escutei risos, não sabia nem se era para a cena que criei, mas estava satisfeita. E então me deixei levar. Acontece que eu tenho um super amigo que não largo e que é muito hiperativo, o (S) sempre se empolga, ao meu ver, ele é a vida do grupo, não importa o grupo, ele é a vida, porque sei que esse é o jeito dele, é como se ele tivesse um mundo paralelo e na hora que tudo parece perdido, ele entra nesse mundo e com seus gritos e suas loucuras acaba chamando a atenção de todos. Acho que a única questão que falta é haver a lembrança da continuidade de regras, porém, quando ele entra no mundo paralelo, não existe mais regras, é tudo livre e parece que há um monte de monstros ao redor dele e ele fica lutando tentando escapar deles. Então não importa o quanto gritemos, não importa se tentarmos chegar perto, simplesmente não conseguimos. Nesse momento, parecia que eu estava como uma observadora, eu gritava pra ele para que ele lembrasse:- Ah! O grito, temos que mudar os membros! Mas, ele não parava de rodar. (risos) Simplesmente pensei, esquece, sigam, todos começaram a rir, ele é vida, ele é energia! Daí a (I) chegou perto da gente e interrompeu o momento com um: - quer saber, desisto, não vou fugir de lugar nenhum! e foi seguindo, indo embora. Eu pensei, é a deixa. Olhei para T que continuava no chão sendo uma cega e gritei, espera, espera! Deixa eu pegar a cega e a minha cabeça! Vem diacho! Segurei (S) e (T),saindo do palco.
    Dessa vez a minha reação foi diferente. Eu não fiquei frustrada, simplesmente chamei o pessoal e disse: - Gente, não acho que nossas regras foram ruins, simplesmente nosso psicológico foi afetado. Tenho uma sugestão, vamos brincar durante a semana, vamos ficar criando situações e regras. Brincar de Jogos para relaxar e se acostumar com as pessoas ao redor pode ser uma experiência maravilhosa. E todos concordaram, mas nessa semana praticamente não tivemos tempo para fazer. Ainda assim a desmotivação sumiu em minha mente. Agora eu entendo, a lembrança da regra é importante, mas falta a elasticidade na hora de deixar fluir o corpo para o personagem aparecer, falta um pouco da diegese para limitar no momento necessário a minha ação, para saber em que momento parar e  em que momento continuar. O que posso esclarecer sobre a nossa improvisação até agora resume- se numa palavra: - Adrenalina.
    Quando subimos ao palco, sentimos a adrenalina tomar conta de nosso ser, há um êxtase de ser o centro das atenções. E, quando não há textos e sim apenas você, sua imaginação criativa, a situação criada pelo grupo e a plateia, o que lhe resta é conseguir exprimir todo o improviso. Obviamente que a energia aumenta, a adrenalina é imensa e até a tensão por saber que precisa prender o público no que quer passar. Em nossa área, aprender a lidar com essa sensação é fundamental. Isso é um processo contínuo de aprendizagem. Você já viu algum ator falar, estou com medo de apresentar, tenho medo de ir lá na frente... Ter medo é uma imensa barreira se você decide entrar atuação. Eu prefiro esconder o medo nos arquivos, entre sete chaves, para não mais encontra- lo. O que me resta é relaxar, para aprender a lidar com as emoções quando estou improvisando. 
    As aulas de improviso tem me mostrado a conexão entre as disciplinas, o corpo me ajuda a limitar movimentos, minimar o máximo e expandir ao máximo. Curvar- me, flexionar os joelhos, trazer o abstrato para o palco, gerar o estranho e coloca- lo no método da substituição. Assim, temos alguém real, uma pessoa em seu cotidiano que juntamente com o abstrato torna- se engraçada, torna- se estranhamente curiosa. A voz precisa de mais atenção, com toda certeza, não é por falar baixo e sim por fazê- la ecoar sem forçar e tornar o diálogo compreensível. Esse pensamento me fez parar para pesquisar. Esses dias tenho visto vídeos mais voltados para a fala, tenho visto vídeos de chineses, pois acho a fala deles muito interessante quando tentam dizer frases em português, soa quase como num tom infantil, como uma criança que está aprendendo o alfabeto. Enquanto que a aula de história do teatro me mostra que tenho um pouco da transição do simbolismo, o abstrato, a estranhamento, um pouco mais voltada para o momento em que o cinema começa a se apresentar, com a imagem projetada, eu adoro esse momento. Mas tirarei um dia para falar somente sobre esse assunto. Retomando minhas ideias, o que quero dizer é que nada está separado. E, quando essas abordagens ficam juntas podemos começar a ver um progresso, a realizar algo. Termino esse meu texto com a frase: Estamos num processo contínuo de aprendizagem inter e multidisciplinar.



    A escolha do clipe: Pitty- Anacrônico.

    Essa música retrata que estamos sempre nos modificando, através de novos conhecimentos e prioridades. Acreditando que para a contextualização estilo manicômio, é uma ótima canção, com uma filosofia muito boa. A necessecidade intrínseca do ser humano de querer melhorar, querer sempre novas coisas, adquirir novos objetivos, isso nos ajuda a seguir, nos ajuda a crescer. Quando penso em como fiquei pra baixo na aula anterior posso dizer hoje que agora entendo, não há o que temer exatamente, há o que escolher. A nossa escolha é continuar e procurar alternativas que mostrem o nosso lado cômico, que nos façam ficar livres no palco. Ao meu ver, essa é uma boa forma de ser louco.

    Att.: Sami Cassiano